Imperdível: Curso de Aconselhamento pastoral para leigos

Introdução

 

Em geral, nunca pensamos que Deus, em sua imensa generosidade, pudesse sequer pensar em nós como instrumentos seus para cuidar de outros em situação de sofrimento. Pensamos que esse trabalho exige dedicação de profissionais competentes e pagos para isso. No entanto, isso não faz parte do plano de Deus para o seu Reino, Reino esse que estará incompleto enquanto outros membros do Corpo de Cristo estiverem sofrendo. 

Outro engano é eleger “pessoas especiais”, dentro de nossas comunidades que acreditamos terem sido agraciadas com “dons especiais”, para o trabalho de escutar, aconselhar e prestar ajuda. 

A verdade, no entanto, é uma só: Todos os que seguem Jesus Cristo e o amam verdadeiramente, são chamados ao ministério profético de cura através do aconselhamento. 

Por outro lado, temos de admitir que nem todos estão à altura de tal ministério, seja por falta de preparação teórica, seja por não compreenderem a profundidade e o compromisso recebidos no dia do nosso batismo, qual seja, em nome de Cristo, levantar os desanimados, fortalecer os enfraquecidos e anunciar um tempo novo para uma vida nova. 

O Aconselhamento Cristão não é uma modalidade de psicoterapia, e nem nasce para competir com tratamentos médicos ou psicológicos. Por outro lado, é certo que, antes de existirem tais tratamentos, os cristãos já utilizavam a prática do aconselhamento a fim de auxiliar na cura de muitos males atribuídos a perturbações espirituais. A cura pela palavra foi o método mais utilizado em toda a história não somente do Cristianismo, mas também de outras religiões cristãs e não-cristãs. Nas igrejas cristãs primitivas, o aconselhamento era considerado parte integrante do ministério cristão e a Igreja compreendia a si mesma dotada com a missão de restauração de valores, crenças, comportamentos e atitudes. Hoje, a psicoterapia realiza essa função que, na realidade, é essencialmente prática dos cristãos que se dedicam a cuidar daqueles necessitados de cuidado. 

 

Definições

 

Entendemos como “conselheiro” alguém que:

“ajuda o indivíduo a tomar consciência de si mesmo e das formas como reage a influências do seu ambiente em sua conduta. Ele o ajuda também a desenvolver e a iluminar um conjunto de metas e valores que o orientam para o futuro” (Blocher y Biggs).

"... o processo pelo qual a estrutura do ego relaxa no ambiente seguro do relacionamento com o conselheiro e experiências previamente negadas são percebidas e são então integradas em um eu modificado" (Carl Rogers)

"Aconselhamento é uma relação interventiva auxiliar e preventiva, que é baseada na comunicação, e visa resultados em um tempo relativamente curto" (George Dietrich)

 

Infere-se, portanto, que a palavra, sendo o principal meio de comunicação humana, estabelece um vínculo de ajuda, sem desprezar outros modos de comunicação e que serão estudados no curso, como gestos, expressões faciais, movimentos, etc.

Acreditamos que uma pessoa, com seu histórico de sofrimentos, seja qual for, pode se desenvolver nos espaços de expressão do humano (família, trabalho, escola, etc.)

 

 Objetivos

 

O objetivo do curso é formar pessoas a fim de que ajudem a criar condições de bem-estar psicossocial em nível individual, interpessoal e comunitário através de transformações que permitam a superação de conflitos pessoais, auxiliando no desenvolvimento psíquico e espiritual das pessoas atendidas. 

Ao final do curso, o conselheiro deverá ser capaz de desenvolver principalmente quatro ações:

 

1. Prevenção e promoção do bem-estar individual e relacional

2. Assistência para a resolução de problemas e conflitos que produzem mal-estar, perturbações emocionais e/ou dificuldades vinculares

3. Orientação para crescimento e desenvolvimento pessoal

4. Facilitação de processos que conduzam ao desenvolvimento de potenciais humanos

 

Os consultantespotenciais serão aqueles que:

 

1. Têm um problema, conflito ou mal-estar que os sobrecarrega, desorienta e confunde ou mesmo uma experiência que os debilita e dificulta seu desenvolvimento

2. O tipo de problema deve ser resolvido por um processo de orientação e conselho 

3. Disponham de adequando nível de motivação e iniciativa para mudar

4. Disponham de condições reflexivas em relação a si mesmo e a outros implicados no problema

5. Articulem um certo grau de intuição, capacidade de observação e autocrítica a fim de que se percebam parte do problema

6. Não considerem que o que lhes acontece seja, de alguma forma, um caso sem solução 

 

Metodologia

 

O curso será embasado em uma perspectiva bíblica e da Tradição Católica, aliada à filosofia fenomenológica-existencial, à psicologia humanística com enfoque em Carl Rogers como eixo epistemológico. As pessoas atendidas são denominadas de “consulentes”, e não “pacientes”, como no modelo médico e psicoterápico, distanciando-se desses modelos por não empregar seus métodos. 

 

Duração do curso: Dois anos, em um sábado por mês de quatro a cinco horas de duração assim distribuídos: 

 

Primeiro Ciclo:Introdução e panorama do mundo contemporâneo e suas enfermidades

 

  1. Fundamentos de Psicologia 

  2. Psicologia da Personalidade

  3. Atendimento centrado na Pessoa

  4. Perspectiva fenomenológica

  5. Observações comportamentais

 

Segundo Ciclo: Teologia e Espiritualidade

 

  1. Religião e saúde mental: 

1.1 Religião e neurose

1.2 Fanatismo religioso como causa de doenças mentais

1.3 Imagens distorcidas de Deus e o problema do sofrimento 

1.4 A necessidade de significado

1.5 O papel da religião para a saúde mental

 

  1. Teologia do Aconselhamento

  2. Aconselhamento e Fé Cristã

  3. Aspectos do Aconselhamento Cristão

  4. Aconselhamento com base bíblica

  5. Teologia do pecado, do sofrimento, da salvação

  6. Aconselhamento e oração

  7. Aconselhamento e perdão

  8. Aconselhamento e santificação 

  9. Aconselhamento e os frutos do Espírito Santo

  10. Aconselhamento e a doutrina da Igreja 

 

Terceiro Ciclo: Prática do Aconselhamento Pastoral

 

  1. O que é aconselhamento pastoral

  2. A relação de cuidado e o estabelecimento de empatia

  3. Aconselhamento e história de vida

  4. Heranças familiares e Epigenética 

  5. O indivíduo, o meio, a cultura e a religião

  6. “Lendo” personalidades

  7. Freud e os mecanismos de defesa

  8. Construindo um programa de aconselhamento:

    1. Estabelecendo contato

    2. Estabelecendo Rapport

    3. Como começar, como terminar uma sessão de escuta

    4. Escuta ativa

    5. O que falar

    6. O que observar

    7. O que perguntar

    8. Como ajudar a resolver

 

  1. Apresentação de casos

  2. O que faz o aconselhador ser um bom aconselhador

  3. Análise de um típico aconselhador religioso

  4. Ética do aconselhamento

 

Quarto Ciclo: Aconselhamento de casos difíceis

 

  1. Vítimas de abusos

  2. Depressões e Ansiedades

  3. Medos paralisantes

  4. Desordens alimentares (bulimia, anorexia, obesidade)

  5. Desordens de identidade 

  6. Conflitos sexuais

  7. Adições 

  8. Suicídio 

  9. Perdas

  10. Relacionamentos disfuncionais 

  11. Aconselhamento de casais e família, divórcio e separação 

  12. Aconselhamento para homens, mulheres e adolescentes 

 

 

 

Público-alvo:

 

Agentes das diversas pastorais: saúde, liturgia, social, cultural, etc., com Nível Médio completo 

 

Investimento:

 

R$ 50,00 (cinquenta reais) mensais, apostila à parte

 

Inscrições

 

As inscrições poderão ser feitas através deste site preenchendo o formulário abaixo ou e-mail: contato@alfredoveiga.com.br

 

Agenda das aulas em 2019:

 

MAIO 11

JUNHO  8

JULHO 6

AGOSTO 3

SETEMBRO 14

OUTUBRO 5

NOVEMBRO 9

DEZEMBRO 7

 

Endereço:

 

Paróquia Santo Antônio do Caxingui

Av. Professor Francisco Morato, 2042

São Paulo – SP 

Facilitador:

 

Pe. Dr. Alfredo C. Veiga

Psicólogo, Doutor em História Social (USP), Doutorando em Psicologia Social (PUC-SP), Especialista em Psicossomática, Especializando em Psicoterapia Familiar e de Casal